Violência contra a mulher aumenta durante quarentena

Ficar em casa. Isso pode significar para muitas um verdadeiro flagelo. Mulheres que sofrem diariamente com agressões físicas e verbais passam a ficar mais tempo com seus respectivos agressores e, assim, há a possibilidade da violência doméstica aumentar nesse período de quarentena imposta pela Covid-19. No Rio de Janeiro, por exemplo, os casos subiram 50% de acordo com o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado.

A ONU Mulheres confirma o risco que elas correm: “quando as famílias são colocadas sob tensão e em contextos de violência familiar, à medida que são empregadas estratégias de auto-isolamento e quarentena, o risco dessa violência tende a aumentar. Relatórios de algumas comunidades impactadas estão mostrando que a COVID-19 está conduzindo tendências semelhantes no momento”.

Em resposta à essa realidade, a Organização emitiu um conjunto de recomendações que colocam as necessidades das mulheres como prioridade durante o combate ao novo coronavírus. Entre elas estão: Garantir a disponibilidade de dados desagregados por sexo, incluindo taxas diferentes de infecção, impactos econômicos diferenciais, carga de atendimento diferenciado e incidência de violência doméstica e abuso sexual e Priorizar os serviços de prevenção e resposta à violência de gênero nas comunidades afetadas pela COVID-19.

Busque ajuda! 

Os serviços de atendimento às mulheres, principalmente as Delegacias Especializadas, continuam funcionando 24h. Qualquer ocorrência também pode ser registrada online, nos sites da Polícia do país. Além disso, as vítimas podem e devem solicitar medidas protetivas e nenhuma é obrigada a ficar em isolamento com o próprio agressor.

 

Texto: Gabbriela Veras | Ascom Mulheres Republicanas

Foto: reprodução

 

 

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