TPM: cerca de 60% das famílias brasileiras autorizam a doação de órgãos 

Com o slogan “A vida continua. Doe órgãos. Converse com sua família”, o Ministério da Saúde divulgou o balanço anual da doação de órgãos no Brasil. A campanha preza e foca no ato de salvar vidas. Apesar da perda de um ente querido na família, a sensibilidade e empatia são necessárias no momento que a doação é sugerida. E, por causa desse acolhimento e também pela conscientização, mais famílias dizem ‘sim’ ao ato de amor ao próximo. De acordo com o Ministério, 60% autorizam.

A dor de perder um filho, pode ser dividida com a alegria de dar novas chances de viver a alguém que precisa. Como é o caso da Márcia Elena, que, em 2015, autorizou a doação dos órgão do filho, Vitor de 21 anos. Ele sofreu um acidente de moto e não resistiu aos ferimentos. “A gente conseguiu doar as córneas, os fígados e os rins. É um ato de amor, um ato de gratidão, é um ato de você poder ajudar quem está precisando muito. Porque a gente vê o que as pessoas passam, todo o sofrimento. O fato de você poder ajudar, poder salvar e poder dar continuidade à vida é tudo”, ressaltou a mãe na campanha do ministério. 

Para tal ação, é necessário uma equipe bem preparada. E os dados divulgados mostram que o Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 (13.263) em comparação com o mesmo período de 2018 (13.291). Dez estados nas cinco regiões do país apresentaram crescimento: BA, DF, ES, MG, MS, PR, RN, RS, SC e SP. Além dos transplantes de medula óssea e coração, também tiveram aumento pâncreas rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes. Três estados zeraram a fila de transplantes de córnea: Pernambuco, Ceará e Paraná.

Por isso, a missão é aumentar esses números cada vez mais, como explica o ministro da Saúde interino, João Gabbardo. “A melhor forma de fazer isso, é dar voz a quem sentiu na pele o que é ser doador e de receber um órgão. A campanha, que lançamos, traz esse enfoque. São histórias reais de famílias que passaram por essas duas situações.  Além disso, temos trabalhado para melhorar as condições dos hospitais que fazem a captação de órgãos. Com o aumento das famílias sensibilizadas à doação e da captação de órgãos, com certeza vamos diminuir a atual fila de 40 mil pessoas que esperam por um órgão”, afirmou.

Para ser um doador é preciso que todos da sua família estejam cientes da sua vontade.Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de transplante e estão na lista de espera. Confira o site da Campanha e se informe sobre o ato que pode salvar várias vidas. 

 

Texto: Gabbriela Veras – Ascom Mulheres Republicanas

Fonte: Ministério da Saúde

 

 

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