TPM: A importância da representatividade negra

Apresentadora do Jornal Hoje recebe carinho de criança que também tem um black power

No final do mês de novembro, a internet se derreteu com o vídeo de uma criança negra, que pulava feliz em frente a TV ao ver que a apresentadora do Jornal Hoje Maju Coutinho, tinha o cabelo igual ao dela. A jornalista repostou o vídeo no seu perfil oficial do Instagram (@majucoutinhoreal), emocionada com o acontecimento. No início de dezembro, Maju e a menina se conheceram pessoalmente.

No mês passado também recebemos outra boa notícia, quando o TJDFT elegeu a sua primeira desembargadora negra da Justiça local, Maria Ivatônia dos Santos, o que reforça também a participação da mulher na política e em cargos de poder.

Natural de Tocantins, Maria Ivatônia foi eleita no dia 19 de novembro e é 1ª desembargadora negra do Tribunal

Segundo o dicionário, a palavra “representatividade” significa uma “qualidade de alguém ou de um grupo, cujo embasamento na população faz que ele possa se exprimir verdadeiramente em seu nome”, em outras palavras, é não ter vergonha ou medo de ser quem somos ou de lutar pelo que defendemos.

A representatividade incentiva o amor próprio, a confiança, desmistifica a definição de cabelo “bom” ou “ruim”, e principalmente, ajuda na construção de uma identidade. Quanto mais pessoas negras aparecerem na mídia, mais crianças e jovens negros poderão se sentir inseridos na sociedade e assim, crescer sem ter medo de sofrer por conta da cor de sua pele.

Podemos achar que nos dias atuais negros e brancos vivem em harmonia, mas infelizmente isso ainda não é verdade. Apesar desse tipo de problema ser bem menor em comparação a séculos atrás, o racismo ainda é muito presente na nossa sociedade, mesmo com a maior parte da população brasileira sendo composta por negros e pardos (55,8%).

Porque essa realidade precisa mudar:

  • Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, 75% das vítimas de intervenção policial são pessoas negras.

  • De acordo com dados do IBGE, os negros possuem uma taxa de 9,1% de analfabetismo, enquanto os brancos contabilizam 3,9%.

  • O IBGE também aponta que mulheres negras recebem menos da metade do salário dos homens brancos no Brasil.

  • O Atlas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2019, contabilizou que 77,2% das mulheres que sofrem assédio são negras ou pardas.

  • O Atlas também mostra que somente 29,9% de cargos gerenciais foram exercidos por negros ou pardos no ano passado.

 

Texto: Elisa Costa | Ascom Mulheres Republicanas

Fotos: Reprodução | TJDFT

 

 

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